quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

YouTube: Prabhu Deva

O que eu vi hoje no YouTube definitivamente me motivou a incluir neste blog a categoria YouTube: Lixos.

Meu brother Cícero me enviou este link há algum tempo e eu fiquei enrolando pra abrir e assistir. Explicando antes mesmo de você assistir o vídeo abaixo: tá, meu gosto musical é eclético e, por tabela, acabo gostando de algumas coisas que outros consideram uma merda. Tem vídeos que eu acabo gostando porque, de tão toscos, acabo achando legal. Ou às vezes a música eu acho aceitável, dançável, etc.

Agora este aqui não. É puro lixo, lixo, LIXO! Salvam-se talvez as coreografias - e só. Não me interessa qual o país, qual a cultura. É lixo. É tão ruim, mas tão ruim que não consigo nem achar engraçado. É absurdo. Coloquei aqui só pra sacanear vocês, na verdade. Pelo menos ainda fizeram uma versão "legendada" do som, não serve de nada para entender o que esses ridículos falam, mas pelo menos a tentativa de achar engraçado foi boa.

Divirtam-se - ou não:

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Sob Irritante Direção

Olha que eu gosto de seriados. Mas ainda fico absurdamente impressionado como esse Sob Nova Direção, da Globo, pode ser tão irritante. Mais impressionado ainda sobre como pode durar tanto tempo no ar esse lixo.

Infelizmente, os papéis mais desengonçados são exatamente os das atrizes principais. Uma grávida teimosa e irritante, e uma solteirona desesperada e compulsivamente mentirosa. Você pode dizer: "mas isso é que é legal, tá cheio de gente assim. Que seja. Por isso mesmo é que o seriado é extremamente desinteressante. No computador, fico de costas para a TV. Sequer é possível ouvir sem se irritar.

E viva o "inteligente" Mesa Redonda.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Cretinices na Internet - MSN

Um dia ainda vou descobrir o autor original do texto que segue abaixo. Minha querida amiga Incógnita, sabedora de minhas opiniões sobre muitas das cretinices que acontecem na net, me enviou uma mensagem com o tal texto. Devo antecipar que o criador de tal obra já se tornou meu herói, nada mais de acordo com o endereço e tema do meu blog.

Isto é praticamente um resumo do por quê uso pouco o MSN. Felizmente, tenho gente suficiente em minha lista que me dá motivos para não apagá-lo de vez. Tomei a liberdade de tirar algumas coisas, editar umas, adicionar outras... Mas vamos ao que interessa:

O INCRÍVEL PLANETA MSN

Quem usa a internet há pelo menos 3 dias já conhece o MSN, o serviço de mensagens irritantes da Microsoft. O MSN é um habitat natural de pessoas esquisitas, legais, impressionantes, idiotas, irritantes, babacas... Enfim, é o lugar onde pessoas de todos os tipos se encontram.

Uma das coisas mais misteriosas é entender algumas atitudes dessas pessoas. Para isso vamos estudar cada passo.

1) O início

Tudo começa com uma simples pergunta. "Você tem msn?". Essa é a senha! Hoje em dia não se pergunta mais o nome, cidade, de onde está falando. Hoje, o que comanda é "Qual seu msn?" seguido dos célebres "Tem cam?" ou "Tem foto?".

2) Tipos de Nick

Nicks Filosóficos
Vocês se lembram daquela época de ouro onde o nick das pessoas era apenas um pseudônimo simples do tipo: Gatao38, Dengosa17 e etc? Pois é, ela se foi! No MSN agora os nicks filosóficos imperam e comandam geral, todo mundo hoje quer dar uma de Nietsche, Platão, quer questionar a sociedade.

Imaginem a cena: você está lá sentado lendo seus emails calmamente aí aparece aquela janela no canto da tela: "Amar é como padecer no paraíso, viver em eterno torpor, ser o que se quer ser sem ter medo de ser, enfim amar é compartilhar momentos e decepções, amar é o ópio da humanidade que cada vez mais ama cada vez menos... ACABA DE ENTRAR"

Hoje em dia o MSN virou uma espécie de "Minuto de sabedoria", é só abrir o MSN e ler um nick para ficar inspirado pelo resto do dia. Sem falar que você precisa sair clicando pra saber quem é quem. Ah, vá se foder, porra!

Nicks Carnavalescos
Esse é mais irritante do que os filosóficos, este é algo sobrenatural, nicks que usam caracteres que você só encontra no MAPA DE CARACTERES do windows. E agora com a nova versão do messenger eles ficaram ainda mais carnavalescos pois agora possuem 3923454345234 smiles felizes compondo a estrutura do nick. Cara, que porra, porque não colocam um nick simples sem essas merdas de smiles e caracteres venusianos !!

Parem de complicar!!!!

Nicks Letras de Músicas
É uma ramificação dos nicks filosóficos, por algum motivo em suas santas cabeças as pessoas acham de colocar letras de música no nick. Você nem precisa mais buscar letra de música no vagalume ou no google, é só pesquisar sua lista que com certeza vai achar o que procura. Acho que já que colocam as letras podiam também colocar as partituras, vamos fazer a coisa direito!! Se é para foder de vez, que seja direito!

3) Comportamentos Retardados

Com a introdução do MSN 7.0 as possibilidades carnavalescas do programa extrapolaram a linha do humanamente tolerável! Tudo bem você usar um smile aqui, outro ali, mas você ir substituir todas as letras do alfabeto por smiles é FODA! Você conversa com a pessoa e tem que ir tentando decifrar o que merda ela quer dizer, porque a letra A dela está dançando, o B tem umas perninhas , o C tá dando a bunda, o E tá dando cambalhota, o D tá piscando todas as cores do arco-íris, o F tá chupando uma pica... PUTA QUE PARIU! Quer usar GIFs, use, mas não comprometa a vista nem a leitura das outras pessoas! Uma risadinha, uma piscadinha, alguns smiles de cumprimento tudo bem, mas não tentem transformar a conversa num desfile de alegorias!

4) Status: Respeite-o

Porque existe o status se ninguém respeita essa porcaria? Qual é a dificuldade de entender o status de uma pessoa? Se o status diz "OCUPADO" é porque a pessoa está - adivinhe só -: "OCUPADA!!!!".

Infelizmente existem alguns animaizinhos que desconhecem essa difícil linguagem do status e te perseguem. Você está lá renderizando uma cena no 3DStudio max, fazendo um download de 700 megas ou está salvando alguma coisa no PC, jogando, ou qualquer outra merda, o seu status é OCUPADO e o seu nick é "CARALHO, NÂO ME PERTURBE!!". Não dá nem 5 minutos aparece um retardado com WINKS e SMILES te enchendo o saco e travando a porra toda dizendo: "Tá ocupado?" (...)

5) Chamar Atenção

A Microsoft se superou absurdamente quando pensou em fazer do MSN 7.0 a ferramenta mais irritante do mundo (em mãos erradas, claro). Agora existe uma opção que permite aos usuários chamarem sua atenção, uma idiotice sem precedentes. O infeliz clica no botão e sua janela começa a tremer e emite sons intermitentes e irritantes. Olha, se eu não estou lhe dando atenção é PORQUE EU TENHO ALGUM MOTIVO ÓBVIO para tal. Não adianta apertar aquela palhaçada que só piora as coisas, além de atenção você vai ganhar um belo de um IGNORE E BLOCK. E não adianta configurar a merda pra não fazer som nenhum. Só o fato de você ir na janela do sujeito e ler ali "fulano chamou sua atenção" já é qualquer coisa de irritante, na boa, se eu ia responder, já mudo pra alguma outra coisa e quando eu lembrar volto lá, como vingança.

6) Síndrome anti-parágrafo


Não adianta ter SHIFT+ENTER como uma possibilidade de criar uma nova linha na mensagem. O retardado remoto faz questão de ser o mais pau no cú possível e se a frase tiver 40 palavras, ele manda 45 mensagens diferentes (pq cinco são de correção de palavras). Suponha: "Cara, você já instalou o Windows Vista?". Você vai ter algo do tipo na sua tela:
fulano escreveu: kra
fulano escreveu: vc jah
fulano escreveu: instalou
fulano escreveu: o
fulano escreveu: win
fulano escreveu: dowz
fulano escreveu: vixta?

Convenhamos: esta pessoa tem cérebro? Aí, percebendo a genialidade de seus usuários, criaram uma porra duma opção que elimina o "fulano escreveu". Ah sim, agora resolveu o problema! Fora ter de ficar ouvindo a porra do sonzinho de mensagem nova. Aí alguém me fala "pô, mas desliga essa merda". O detalhe é que, ao contrário de certos animais, eu não uso o computador SÓ com MSN, aliás raramente isso acontece, exceto se EU precisar mesmo. Então o som serve de referência, mas fica impraticável quando esse tipo de estupidez acontece.

7) Não tenha medo de bloquear.

O recurso de bloqueio é uma das raras ferramentas úteis do MSN, comportamentos como esses devem ser banidos caso você se sinta incomodado com eles, delete e bloqueie mesmo.

8) Atenção para quem adiciona

Mantenha uma lista de contatos enxuta e limpa, não saia adicionando pessoas com as quais você nunca vai falar só porque acha bonito uma lista de contatos graúda. Não importa a quantidade de contatos e sim a qualidade.

9) E finalmente, como sempre: a síndrome do Internetês

Essa é a pior de todas. Já escrevi sobre isso no meu antigo blog, e não vou repetir. Favor consultar nos links aí ao lado. Vá assassinar a língua portuguesa no inferno!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Reforma Ortográfica

Já há algum tempo estou devendo para a Íldica uma entrada aqui no blog sobre cretinices da Net. Enquanto esse texto não sai, considero que este aqui (enviado por ela, antigo, mas sempre atual) é uma excelente introdução, e trata sobre apenas um dos muitos assuntos.

Aliás, serve de bom "semancol" para todos "us sem-nocaum" que acham "muito legal" escreverem como perfeitos retardados na Internet. Sempre é tempo de mudar: olhe ao lado na minha seção de links, há um site excelente sobre o assunto.

Para quem ficar revoltadinho porque gosta de escrever assim: Ah, você quer escrever do jeito que você quer, porque ninguém manda em você? Então vá escrever errado no inferno! Quem avisa, amigo é. Não precisa abandonar as abreviaturas, não precisa abandonar as contrações, apenas é um favor não assassinar a língua portuguesa. Se preferir continuar parecendo um débil mental, vá em frente, está no caminho certo.

Reforma Ortográfica

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas seraum poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foram um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordam ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos kraze aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os kariokas talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempre çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us eskrito i ate us politiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Stress

Depois de teimar bastante tempo, como um legítimo homem, hoje resolvi ir à dermatologista verificar que merda acontece na minha pele. Achei que era alguma alergia, mas a médica diagnosticou que é simplesmente derivado de stress.

Quase mandei-lhe à merda.

domingo, 1 de janeiro de 2006

A Difícil Arte

O caso que aqui comento é somente "a difícil arte" porque eu nem mesmo consegui qualificar se é a difícil arte de ser consumidor, ou a difícil arte de ter de dar resposta a algo que não tem resposta.

Indo direto ao assunto: meu querido MPX220 insiste em não recarregar a bateria, o que me tornou uma pessoa sem telefone durante alguns dias (já levei à assistência técnica). Desconfiado que a bateria pudesse ter ido pro espaço, comecei a consultar preços pela Internet. O resto vocês entenderão por esta resposta de mensagem que recebi hoje de uma "loja" (pois me recuso a chamar uma loja virtual de loja normal) que consultei. A loja em questão chama-se Mundo dos Acessórios, talvez até seja boa, mas notem que interessante:

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No dia 21/1/2006 18:05:34 você fez uma pergunta no produto "Bateria
Motorola MPX220 SNN5747A (O)" em nossa loja virtual.

Segue abaixo sua resposta.

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S U A P E R G U N T A:
===================
Caros senhores,

Procurando por preços de bateria para meu MPX220, me deparei com o site
de vocês.

Acredito que minha dúvida é simples. Na loja online da Motorola, a
bateria SNN5747A está R$99,00. Vejo que no site de vocês está R$50,00
mais caro.

Minha dúvida: trata-se da MESMA bateria? Ou esta de vocês é algum modelo
com maior capacidade?

Obrigado,
Charles.

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R E S P O S T A:
===================
Olá Charles,
Sim, a bateria é a mesma.
Qualquer dúvida estarei a disposição.


Obrigado pela preferência.


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OK. Depois de lida esta resposta, eu lhes pergunto: sou só eu que fiquei com a sensação de que ficaram faltando algumas frases adicionais? Concordo plenamente que é um fato que o que eu perguntei foi respondido, nem mais, nem menos. Mas... não ficou estranho?

Agora vamos pensar: o dono da loja fixa o preço do produto. O que o coitado do atendente pode fazer? Tentar me explicar o inexplicável? Tentar me dizer que o produto dele é melhor do que o que é vendido na loja da Motorola (que, na verdade, apenas redireciona para o Submarino) e, por isso, custas 50 pilas mais caro? Que ele me mandará flores? Não é fácil.

Apenas para resumir: normalmente, as lojas oficiais sempre gostam de aplicar uma facada extra, por isso me surpreendi quando o lugar mais barato que achei foi o Submarino, que é link redirecionado da Motorola. Vai entender.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

"Processos de Seleção" para idiotas, por idiotas (2)

Nada como ouvir um rap para clarear as idéias na hora da bronca. Mas rap nada tem a ver com minha chiadeira de hoje. Resumão do que você vai ler: outro processo idiota para idiotas em que caí.

Já quero antecipar aqui que, escolado como estou, ultimamente tenho "dado sorte". Isso quer dizer que as filtragens que eu mesmo tenho feito quanto aos contatos que recebo têm rendido frutos razoáveis: note que já tem um tempo desde meu último post-reclamação.

Este de hoje, é um dos típicos "processos de seleção" que classifico no nível AMADOR. Isso para não ofender, é claro, prefiro sempre acreditar que a maioria das coisas que me enervam devem-se à burrice extrema de terceiros, e não à pilantragem, apesar desta chance ser sempre razoável.

Recebi ontem um contato por e-mail, referente a um curriculum que eu havia enviado há algumas semanas. Retornei imediatamente por celular, trocamos algumas palavras, respondi algumas poucas perguntas de um cara bastante simpático. Enquanto falava com ele, acessei o site da empresa (como sempre faço), nada demais, mas também não era um total lixo a ponto de me espantar e me fazer desconfiar. Acabei marcando uma entrevista para a tarde de hoje, caindo fácil na simpatia do camarada. Admito que eu devia ter sido mais atencioso, me dou metade da culpa neste aqui.

Hoje de manhã, eu fui a uma entrevista muito legal. Mesmo. A "consultoria" não era pequena, era miniatura. Mas o cara que me entrevistou foi de uma simpatia e uma sinceridade sem par. Explicou tudo sobre o projeto, sobre o cliente, sobre o que esperava do profissional, ou seja, foi direto ao assunto, não ficou me enrolando e, pasmem! - me mostrou até uma cópia do contrato que eles costumam praticar com os consultores que trabalham com eles! Isso foi inédito! Provavelmente ainda sob o efeito dessa primeira entrevista muito agradável, fui confiante demais na tal entrevista da tarde.

Chegando lá, fui recebido pela menina para quem enviei o curriculum inicialmente (o contato foi feito por outro). Diga-se de passagem, jeitosíssima. Aliás, jeitosíssima não... boa mesmo. Não um espetáculo, mas uma visão realmente agradável e animadora para quem está indo fazer entrevista. Porém, vestida de modo bastante discreto. Antes parasse por aí, e eu tivesse ido embora.

A garota já empunhava uma caneta e algum papel preso a uma prancheta. Me cumprimentou o mais rápido que pôde e já me pediu para sentar ali mesmo na "recepção" e preencher a tal ficha. Isso já foi praticamente um murro na boca, antecipando o que leria então: "ficha pré-entrevista" ou alguma merda do tipo.

Aliás, daqui pra frente, é bem possível que eu escreva alguns palavrões, portanto se você é muito sensível a isso, pode parar de ler.

Percorri rapidamente com os olhos a tal ficha "pré-entrevista", e nada chegou a me emputecer, exceto pelo fato de que a maioria das informações ali pedidas estavam no meu curriculum. Na boa, se eu tenho de preencher essas fichas idiotas, então pra quê caralho que enfio essas mesmas informações no curriculum? Eu respondo: porque empresas INTELIGENTES já fazem o seu cadastro de maneira DECENTE e TECNOLÓGICA, ou seja, não têm preguiça de abrir uma simples planilha do Excel (não pude pensar em um método pior, mas deve haver) que seja, e tabular os dados que eu já forneci com ANTECIPAÇÃO. Fora o ridículo de pedirem filiação (que caralho meu pai e minha mãe têm a ver com meu emprego?), data de emissão do RG, coisinhas assim sem a menor noção. Como eu já abominara o fato de ter de preencher aquela desnecessária ficha, acabei sendo meio lento, e é claro: as informações que achei ridículas, apenas não preenchi.

Mas então veio a melhor parte: o verso da ficha. Era uma tentativa absurdamente tola de tentarem saber quais tecnologias o candidato domina e há quanto tempo. E era exatamente assim: uma lista de linguagens, siglas, metodologias, etc. dividida em 3 colunas, pedindo que você preenchesse a coluna "Tempo". Quero explicar aqui que já há algum tempo tenho total asco a perguntas como "quanto tempo você tem de Windows?", por exemplo. Isso é extremamente ridículo e ineficiente, e é desanimador saber como ainda tem tanta gente envolvido nessa bosta de mercado de informática fazendo esse tipo de pergunta estúpida. Antes de você me perguntar porque eu acho que isso é estúpido, eu quero que você faça o contrário: pare você mesmo e tente pensar porque esse método de questionamento seria inteligente e eficiente.

Primeiro detalhe: tudo que eu conheço já está no meu curriculum (lembra do meu comentário acima?). Então eu já não deveria ter que preencher essa maldita ficha. Mas aí concordarei com o fato de que no meu curriculum não é possível identificar qual a minha experiência com as tecnologias X, Y e Z. Então seja você um entrevistador inteligente e sensível, e consiga essa informação da minha boca... oras, é você quem estudou psicologia, não eu. Se fosse para escrever, eu escrevia em casa e poupava tempo de todo mundo. Aliás, poupava o MEU tempo, esse é o que me interessa.

Como já estava lá, apenas respirei fundo, sentindo meu saco inflar absurdamente, e comecei a preencher a coluna "tempo" com o tempo que eu já conheço de cada uma das tecnologias, o que é uma informação extremamente inútil. Admito que tive de me segurar para não começar a rir sozinho quando me deparei com "dBASE III" e então comecei a escrever "15 anos". Sim, eu conheço dBASE III há 15 anos. Mas não uso mais (graças a Deus) há uns 13. De repente, aquilo até que ficou divertido, mas a estupidez não tem limites: HTML sob a categoria "linguagens de programação"... ao invés de estar na categoria "designER". Puta que pariu, na boa, mas designer (estava escrito assim mesmo, com "er" no fim) é o fim da picada.

Ainda haviam outros absurdos. A cada 2 ou 3 tecnologias, eu ficava me perguntando porque ainda continuava ali, e achei a resposta: eu tinha alguma esperança de que melhoraria na hora em que fosse entrevistado. Na verdade, eu não tinha esperança alguma, mas prossegui, não me restavam muitas opções. E eu não queria simplesmente ir embora e ficar na dúvida se a estupidez continuaria. Mas continuou.

A garota voltou (uma visão agradável, ao menos), e então percebi que ela não era a recepcionista da empresa, pois isso não existia ali. Ela era exatamente a "analista de RH". Peço uma pausa a vocês. Pronto. O problema não era ela ser a analista, era a merda da empresa nem mesmo ter uma recepcionista que fosse, mas aí olhando direito, vi que também não haveria lugar para se colocar uma. Afinal, era apenas um dos conjuntinhos comerciais de um prédio, sem placa na porta, sem nada que os identificasse. Seria exigir demais.

Perguntou se eu tinha acabado. Ainda faltavam uns 3 ou 4 itens, mas respondi positivamente e deixei assim mesmo. Fomos até a mesa dela, ela olhou a frente da ficha e perguntou se eu tinha alguma dúvida. Respondi com firmeza que não, ela olhou o verso da ficha, repetiu a pergunta, e novamente respondi que não havia qualquer dúvida. Mas não resisti: "mas tenho sugestões". Ela olhou curiosa, e então basicamente repeti os parágrafos acima pra ela, no que se refere aos conhecimentos técnicos. Deixei claro que estava tentando ajudar, mas que aquele era um modo ineficiente demais de se apurar. Ela ainda tentou salvar o trabalho de alguém (ou talvez dela mesmo), dizendo que a ficha tinha a intenção de ser a mesma "tanto para profissionais de plataforma alta, como de plataforma baixa". A resposta era tão ou mais idiota do que a própria ficha, porque era um sinal claro de que ela não havia mesmo entendido o que eu queria dizer. Expliquei a ela que não era sobre isso que eu estava falando, mas sugeri que continuássemos.

Achei que tinha mandado mal, mas foi a melhor coisa que fiz. Ela notou que eu havia assinalado com "Sim" a pergunta sobre o fato de ter restrições financeiras no SPC e/ou SERASA. Nunca me recuso a responder isso, não me importo mesmo, mas achei o fim do mundo de ter de marcar isso em uma droga de ficha estúpida. Ela tentou indagar detalhes, e eu apenas me limitei a confirmar o que havia escrito, e então ela me explicou que como as duas vagas que ela tem são para o Banco X, isso já seria proibitivo. E eu sei que isso era verdade, pois eu já fui abordado este mês por mais umas outras três consultorias que tinham vagas para o mesmo banco.

Fiz questão de comentar "isso poderia ter sido informado antes", e expliquei que já havia sido abordado anteriormente para esse cliente deles. Ela apenas perguntou quem havia entrado em contato comigo, mas isso não resolvia o problema de que eu já havia ido até lá e perdido meu tempo.

A essa altura, eu e ela éramos o puro retrato do desânimo. Ela prosseguiu com a entrevista, provavelmente apenas para apurar mais alguns dados, ou para aproveitar minha presença, e eu respondendo roboticamente. Ambos tornamos o resto desse doloroso e inútil processo bem breve, posso dizer com certeza que foi a entrevista pessoal mais rápida que já fiz. Ela ainda foi gentil ao se despedir, dizendo que ainda havia a opção de que, assim que eu resolvesse esse problema, entrasse em contato com ela para que ela me reincluísse nessa seleção.

Bom... trata-se de um cheque de 16 reais. Acho que vou pagar rapidinho para ver se não perco essa "boquinha" nessa empresa tão bem organizada, cuja "oportunidade" sem dúvida é muitíssimo promissora.

Eu só tenho UMA boa explicação para que certas consultorias anãs consigam trabalhar com certos clientes: ou o dono é muito bom vendedor, ou - o mais provável - os compradores dessas empresas clientes levam uma grana muito gorda para homologarem esses buracos de rato como fornecedores.

Moral da história: fodam-se, daqui pra frente, as consultorias que não me revelarem por telefone qual é o cliente, detalhes da vaga, etc. Fodam-se, não vou perder meu tempo com situações imbecis. Felizmente, como mencionei antes, tenho tido alguma sorte na filtragem, e tenho comparecido a entrevistas e empresas respeitosas, ainda que nem sempre a vaga seja tão atraente.

P.S.: Eu sei perfeitamente que esse meu texto de hoje foi um lixo, seja em questão de estilo, organização, vocabulário, foda-se. Não, não vou deixá-lo melhor, esse tipo de situação ridícula é para ser retratado assim mesmo. Aliás, obrigado pela paciência de chegar até aqui. Ser ranzinza é o que há.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

"Processos" de seleção para idiotas, por idiotas

Por isso que costumo dizer que a palavra consultor já foi prostituída faz tempo. Como estou "entre empregos", como já comentei antes, é claro que voltei ao esquema de enviar curriculum, atender telefone, ouvir merda, marcar entrevista e passar nervoso. Felizmente tem exceções. Mas o que vou relatar não é uma dessas.

Na verdade, nem foi um curriculum que enviei. Me ligaram ou porque alguém repassou meu CV ou porque é uma "consultoria" onde já trabalhei. Seja como for, também não questionei, era para um lugar razoavelmente tranqüilo de ir e vir (coisa que, para mim, aqui em São Paulo, é uma tremendo diferencial). Interessou, e como a consultoria é no Centro, fácil de ir e vir tambem, não hesitei em aceitar a entrevista. Bah.

Notem bem: por telefone, eu ainda não sabia qual era o cliente (coisa que faz diferença, sim! - esse papo de trabalhar onde for é para imbecis), nenhum detalhe que fosse do projeto, nada havia sido perguntado sobre minha pretensão salarial ou experiência, enfim: ainda era um limbo total, somente um contato e mais nada.

Ainda assim, fui até lá, era rápido, cheguei em 15 minutinhos. Putz, como é bom o Centro. Me lembra uma época muito boa da minha vida, tanto pessoal quanto profissional. Adoro o Centro e todas as suas nuances. Bom, mas isto é assunto para outro post. Durante o dia, antes de ir para lá, eu já ficava imaginando o pior dos mundos, como sempre faço (para não ficar puto demais se for do modo como pensei mesmo). Mas superou.

Cheguei, fui bem recebido, recepcionista bonita, café muito saboroso. Tudo bem até ali. Apareceu a garota que me telefonou, do RH, me atendeu, muito simpática e já abriu uma porta com a placa "Sala de Testes". Cheguei a ter, por um segundo, a esperança de que se tratava da única sala disponível naquele momento. Não era. Era uma sala de testes mesmo. Um cubículo com três computadores, somente um deles ligado. Fechei a porta atrás de mim, e permaneci em pé ali, atento para o que ela ia falar, e confirmando: pediu pra que eu sentasse na cadeira em frente ao computador. Passei os olhos rapidamente pelo monitor e li algo como "este teste tem a duração de 45 minutos", e procurei não ler mais nada, não sem antes notar que ao lado do teclado também havia caneta e papel, dispostos tipicamente como material de redação. Ela começou a declamar o texto de sempre: "este é um teste psicotécnico, parte de nosso processo de seleção".... não ouvi mais, pois já me emputecia a esta altura: "bla bla bla bla bla".

Deixei que ela terminasse a explicação, pois comentou que ainda ia ficar ali do meu lado para quaisquer dúvidas. Na verdade, desta vez, eu realmente não tinha tempo (tinha um jogo para ir depois), mas procurei ser bastante gentil e comentei: "olha fulana, eu estou vendo ali escrito que o teste deve durar 45 minutos e tal"... fiz minha enrolação básica, explicando que não tinha comparecido preparado com tanto tempo disponível, pois notara que eu teria ainda de fazer uma redação, etc. Ela ainda retrucou dizendo que então eu poderia fazer o teste e voltaria outro dia para a entrevista. Porra, era exatamente o que eu NÃO queria!! Procurei ser gentil, mas sincero: "Olha, se eu tiver de fazer só o teste, tudo que vai acontecer é que vou sair daqui com a impressão de tempo perdido". Não sei se ela entendeu o recado ou não, mas ainda assim, me levou então à sala ao lado, e esta ao menos, parecia com uma saleta para entrevistas.

O resto da entrevista realmente não vem ao caso, foi uma entrevista que não fedeu e não cheirou. O que realmente me emputece são esses "processos" de seleção. Ouve-se falar em ISO, CMM, bostas do tipo. Realmente posso crer que, do ponto de vista da empresa, esses processos façam sentido, mas não economizam o MEU tempo, e nem me orgulham de participar dos mesmos. Porra, fala sério. Nestes tempos, todos querem ganhar tempo, inclusive eu. Quero que se foda: se ainda fosse uma entrevista para um trabalho como CLT, em uma boa e reconhecida empresa, com funções interessantes, vá lá, ficaria o dia inteiro. Fazer psicotécnico para uma vaguinha de merda, para a qual ainda nem sei onde a empresa pretende chegar em termos salariais? Não mesmo! Pro inferno!

O grande problema é que as consultorias hoje se deixaram invadir por uma leva de psicólogas recém-formadas e que, não encontrando seu espaço no mercado de trabalho, acabam sendo recrutadas por esses pulhas de consultorias. Tornam-se "analistas de RH", e não fazem muito além do que seguir "processos". Que fique bem claro: a grande maioria destes processos foram feitos para que idiotas possam ser aproveitados como mão-de-obra de uma empresa. Não há método melhor: idiotas sabem que são idiotas, e ficam contentes ao perceberem que podem seguir receitas de bolo para trabalhar, e assim ganhar mais do que conseguiriam, em condições "normais". Talvez isso seja lindo do ponto-de-vista social.

Como muito bem apontou meu amigo Marco em seu blog: metodologias e processos conduzem à destruição do gênio criativo e da potencial inteligência acima da média de um ser. São viseiras: você só precisa arrastar a carga, e não necessariamente conseguir melhorar o modo de fazer isso, pois alguém já "pensou" isso por você antes.

Que o amigo leitor não pense que já me encontro no nível "impaciente". Pode ter certeza disso, na verdade! Como ainda não me encontro no nível "desesperado" para encontrar o próximo emprego, sigo no meu ritmo. Não vou me sujeitar a idiotices enquanto ainda posso. Não vou me sujeitar a salários ridículos para botar minha experiência e conhecimento a favor de alguém, exceto se isso for um investimento para um bem (próprio) maior. Não vou entrar em um emprego onde eu precise abdicar de todo o meu tempo livre pra poder fazer a coisa funcionar, porque os estúpidos que "bolam processos" não previram as intempéries que ocorrem em todo e qualquer projeto.

Esse aí sou eu. É uma certeza absoluta que, daqui a um tempo, vou entrar realmente no nível "desesperado", e aí vou aceitar a primeira merda que aparecer pela frente. Mas até lá, pelo menos posso me divertir um pouco, como diz um outro amigo. Me resta sempre a esperança de que os curriculums que enviarei hoje terão melhores destinos. É esperar e ver.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

O preço de um cérebro

Minha grande amiga Incógnita me enviou esta piada, já um pouco antiga, mas que merece ser destacada e comentada, claro:

Em um hospital havia um paciente gravemente enfermo. Os familiares estavam reunidos na sala de espera quando entrou o médico, cansado e preocupado:
- "Sinto ser portador de más notícias", disse, olhando os rostos preocupados.
-A única esperança para seu familiar consiste num transplante de cérebro. É algo experimental, arriscado e economicamente por conta de vocês”...
Os familiares permaneceram sentados escutando as graves notícias, até que um deles perguntou:
-”Mas quanto custa um cérebro?”
-”Depende”, respondeu o médico.
-”5000 dólares um de homem e, 200 um de mulher”
Se fez um grande silêncio na sala, alguns homens tentavam não rir, até que um não conteve a curiosidade e perguntou:
-”Doutor, a que se deve a diferença de preço?”
O médico sorriu diante da pergunta tão INOCENTE e contestou:
-“É só uma política lógica de preços. Tivemos que abaixar os preços dos cérebros femininos porque eles eram os únicos que haviam sido usados"

huauheuhauheuauheuihahuiehuia
Agora sério: como sempre, dou a cara a tapa. Diante da lembrança dessa piada, não pude deixar de dar uma rápida analisada... mas os tais cérebros femininos supostamente foram usados no quê?

Hummmm... na difícil arte de calcular o ângulo correto para estacionar o carro na primeira tentativa?


Cérebro feminino é só pra movimentar membros e olhe lá... mexer os braços pra preparar a comida e lavar a louça, fornecer o complexo e necessário sincronismo para se varrer a casa, e coisinhas femininas do tipo. Há também um espaço para se decorar as receitas favoritas do homem.

Cérebro feminino "usado"... essa sim foi ótima!